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quinta-feira, 11 de maio de 2023

Famílias de baixa renda são as mais afetadas pela inflação no Norte e Nordeste


Uma pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), nesta terça-feira (9), aponta que as taxas de inflação mais elevadas afetam mais os consumidores de baixa renda, sendo de até 1,5 salário mínimo, nas regiões Norte e Nordeste do país. Os dados são do Índice de Preços ao Consumidor regional (IPC-Regional), promovida pela fundação. No Nordeste, a inflação da renda baixa ficou em 4,57%, porém, a alta nos preços deste grupo ficou acima dos que estão localizados nas regiões Sudeste (3,03%), Sul (3,12%) e Centro-Oeste (2,24%).


Foto: Divulgação

No Norte, a taxa acumulada até março deste ano ficou em 4,07%, sendo a única região onde a inflação para pessoas com baixa renda superou a alta de preços dos que têm renda mais alta, que recebem mais que 11,5 salários mínimos. Esta parte da população teve inflação de 4,14%.

No Nordeste, os produtos que mais contribuíram para a alta dos preços foram o gás de botijão, tarifa da eletricidade residencial, pão francês e o aluguel residencial. Já para os que têm renda alta, itens como automóveis novos, gasolina, passagem aérea e plano de saúde, são os que influenciaram nos valores dos produtos.

Na região Norte, os produtos que promoveram uma alta na inflação para a população de baixa renda foram o gás de botijão, frango inteiro, eletricidade residencial e farinha de mandioca. As pessoas de alta renda tiveram mais impacto do automóvel novo, material para reparos de residência e licenciamento de IPVA.