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segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Vacina trivalente pode ser desenvolvida


Visando mais uma forma de combater a Covid-19, a Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Butantan estiveram reunidos nesta sexta-feira (09/12). Na ocasião foi tratada a possibilidade do desenvolvimento de uma vacina trivalente contra a doença.

O debate foi pautado na análise de informações de uma adaptação do imunizante Coronavac, apesar dos dados serem preliminares devido aos poucos estudos pré-clínicos. As testagens já foram feitas em animais e o processo de voluntariado humano para os testes também já teve início.

Segundo a Anvisa, essa nova versão do imunizante teria maior cobertura contra as variantes do coronavírus. Além da original, a vacina também teria efetividade contra a Delta e a Ômicron. Seguindo por essa mesma linha de raciocínio, a Pfizer e a Moderna desenvolveram a vacina bivalente. O imunizante adaptado da Pfizer, inclusive, já está disponível no Brasil.


Foto: Reprodução

De acordo com o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, a demora em produzir uma vacina se deve ao fato da rapidez do surgimento de novas variantes que iam se sobrepondo umas às outras. Porém, com a chegada da Ômicron, que estabilizou o surgimento de novas variantes, foi possível incorporar os anticorpos específicos.

“Há um ano nós estamos com a Ômicron. Ela tem várias subvariantes, mas todas são Ômicron, e então foi possível incorporar. Os estudos mostraram que a combinação da vacina contra a cepa original com a cepa da Ômicron amplia a proteção e cria-se até a expectativa de outras subvariantes terem uma proteção maior. Essa vacina não é atualizada. Ela é adaptada”, explica.

Kfouri afirma ainda que uma nova vacina está em desenvolvimento. A Pan-Coronavirus tem como objetivo reunir numa só vacina a proteção contra todas as cepas da Covid-19.