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sábado, 23 de dezembro de 2023

Polícia investiga influenciadores digitais cearenses que divulgam jogos de azar



Influenciadores digitais cearenses que divulgam jogos de azar nas redes sociais estão sob investigação da Polícia Civil do Ceará (PC-CE). O delegado-geral Márcio Gutiérrez destacou, durante coletiva de imprensa na quarta-feira, 20, que a corporação está com outros estados fazendo levantamentos para dar respostas rápidas em relação a esses crimes.

“Não passam de caça-níqueis on-line, uma variação do formato original dos caça-núqueis, mas aquilo é desenvolvido para tirar dinheiro das vítimas. A questão principal é lucro e dae prejuízo para pessoas que buscam dinheiro fácil e acham que vão ter algum retorno”, comentou.

Conforme o delegado, a utilização de influenciadores com milhares de seguidores é uma isca para atrair mais pessoas para o golpe.

Márcio Gutiérrez disse que os divulgadores dos jogos de azar que viajam para fora do Brasil para divulgar as plataformas também podem ser presos.

Na sexta-feira, 15, uma operação foi deflagrada no Ceará e no Maranhão para combater a divulgação de jogos de azar por influenciadores digitais. Um casal foi preso em Fortaleza, e outros cinco mandados foram cumpridos no Maranhão.

A investigação começou após uma série de suicídios no Maranhão, nos quais as vítimas eram pessoas que haviam perdido o patrimônio em jogos de azar on-line, também conhecido como “jogo do tigrinho”.

Essas plataformas eram divulgadas por influenciadores com milhares de seguidores; para publicar sobre os jogos, eles recebiam em torno de R$ 250 mil por semana, alcançando patrimônio de R$ 8 milhões em três meses.

Os influenciadores ostentavam carros e imóveis de luxo, no entanto, esses valores eram recebidos por meio da divulgação e não por lucro pelo jogo.

Nessa operação, a PC-CE descobriu que mais de 40 influenciadores de todo o Brasil estavam em Fortaleza, em um hotel, para a divulgação de uma nova plataforma de jogos de azar.

A Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas (Draco) identificou que o casal preso, que era o chefe do grupo, tinha uma casa no Eusébio e veículos de luxo