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quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Resistentes, à prova d’água e invioláveis: conheça as câmeras corporais de policiais penais do Ceará



Os policiais penais do Ceará vão usar a partir de fevereiro uma câmera corporal. O objetivo é filmar as ações em serviço. Com isso, a Secretaria da Administração Penitenciária espera aumentar a segurança dos agentes e evitar excessos nas ações policiais. Serão utilizados inicialmente 300 aparelhos, distribuídos em todas as unidades prisionais.

De acordo com o secretário da Administração Penitenciária no Ceará (SAP-CE), Mauro Albuquerque, o aparelho é à prova d’água, resistente a impactos, possui GPS e sistema de rádio acoplado.

“Não quebra e continua gravando. Para destruir essa câmera, será preciso usar uma força excessiva e proposital. Não vai adiantar dizer que caiu e quebrou. Ela é bem resistente e à prova de água. O agente vai ter o sistema de rádio acoplado, sistema de GPS, localizador, o agente vai conseguir fazer perímetro. Um produto completo e vai auxiliar o trabalho. Vamos começar com 300 aparelhos.”

Órgãos nacionais apontam a prática de tortura de policiais penais contra detentos do sistema prisional do Ceará, acusação negada pela secretaria. Com as câmeras, segundo Mauro Albuquerque, falsas acusações de tortura serão refutadas e, caso haja algum caso confirmado, o equipamento servirá para criar prova.

Contra falsas acusações


Ainda segundo Mauro Albuquerque, o “preso irá pensar duas vezes” antes de ameaçar um agente, já que o aparelho vai gravar além da imagem toda a conversa.

“O preso não ameaça mais o agente, pois ele já sabe que está sendo filmado. Gerando provas contra ele. Não haverá falsas acusações. Tudo será registrado. O contexto com som e imagens”, afirmou.

O agente poderá fazer mudança de ângulo, poderá ter acesso à galeria de imagens e de áudio para fazer o relatório sobre as atividades cumpridas; de acordo com Mauro Albuquerque, o agente não poderá adulterar ou apagar os registros. “Aparelho traz galeria de imagens e tudo está com senha. Mas, o conteúdo não poderá adulterado, ou seja, o agente não poderá apagar o que tem nele.”

 

Fonte: G1