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quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

50 mil famílias não têm acesso regular a água potável no Ceará, diz estudo


De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Elo Amigo, entidade social que atua no desenvolvimento sustentável e na convivência com o Semiárido, cerca de 50 mil famílias não têm acesso regular a água potável no estado. Nas 8 macrorregiões do Ceará, o Sertão Central e Inhamus são os que têm o maior número de famílias desprovidas de água potável para uso. Apesar das chuvas acima da média histórica anual em 2022, os volumes não interferiram no abastecimento humano. Há quatro anos a injeção de recursos para a resolução deste fator, por meio da construção de cisternas, não é inserido pelo Governo Federal.


Foto: (Pedro França/Agência Senado)

De acordo com o coordenador executivo do Instituto Elo Amigo, Marcos Jacinto, as cisternas atuam para complementar a utilização dos açudes para realizar o abastecimento, pois muitos deles não conseguem ter uma recarga hídrica suficiente para a população. O Ministério da Cidadania não se pronunciou sobre o assunto até o momento.

“Desde 2018 não há desembolso de dinheiro para execução das cisternas. Nós, enquanto rede de organização social, temos trabalhado de modo a denunciar essa postura do governo [Federal] em desmantelar este importante programa, que mudou a cara do nosso semiárido nas últimas duas décadas”, disse Marcos. 

“Se a gente considerar as tecnologias para produção de alimentos, que são as barragens subterrâneas, cisternas de calçadão ou de enxurrada, este número é muito maior. Temos um amplo contingente de famílias que não contam com acesso a água potável de forma regular e, mesmo diante desta problemática, não há um horizonte que não seja a partir da construção de novas cisternas”, afirma o diretor do Instituto.