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sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Hoje

Irmãos e irmãs, nesta sexta-feira na oitava do Natal do Senhor, celebrando a Sagrada Família de Jesus, Maria e José, meditemos a Palavra de Deus.

A liturgia desta sexta-feira, no tempo do Natal, leva-nos a olhar a Sagrada Família de Jesus, Maria e José para enxergarmos o valor de nossa família. A instituição família é muito importante. Ela é a base da sociedade. É nela que aprendemos ou pelo menos deveríamos aprender, as primeiras noções de viver em comunidade, de convívio humano, de amor ao próximo. A família é o medidor de qualidade da sociedade. Se a família vai bem a sociedade vai bem. Mas se a família não vai bem a sociedade também não vai bem.

*Como andam nossas famílias? Como anda a nossa sociedade?* Não precisamos ser especialistas nesse assunto para enxergarmos a realidade de que algo não está caminhando muito bem. Brigas, discussões violentas, roubos de várias naturezas e instâncias, desde aquele que rouba nas ruas até os que roubam os cofres públicos. Desrespeito para com a vida; desrespeito com as minorias ou com os diferentes. E o curioso é que boa parte das pessoas que praticam esses atos são reconhecidas como pessoas "de família." *Mas que família é essa?* Certamente é uma família que precisa de conversão, reorganização, ajuste. Se cada um de nós olhar com atenção para a própria família, verá que algo precisa ser consertado. Não é só a família do vizinho que precisa de ajuste. Para ajudar nossas famílias e sociedade nesse processo de conversão, a liturgia nos apresenta textos bem claros.

Na primeira leitura, o livro do Eclesiástico traz recomendações importantes para todos. O autor sagrado nos ensina a cultivar sentimentos de carinho e proteção para com as pessoas mais idosas e nos revela que todo o bem que lhes façamos nunca será esquecido por Deus. A honra e o respeito ao pai e à mãe são os atributos que ele exalta como sendo agradáveis a Deus. A leitura ressalta ainda a recompensa que o Senhor dá a todos os que têm respeito e honram o seu pai e a sua mãe, amparando-os na velhice. Na realidade nós podemos comprovar isto no nosso dia a dia. *Os filhos e as filhas que têm zelo e amor pelos seus genitores e os amparam nas suas necessidades têm uma vida repleta de graças e conseguem também manter uma família feliz e equilibrada.*

A segunda leitura, da carta aos colossenses, segue essa mesma linha de recomendações. Ela pede que nos vistamos de sentimentos de compaixão, bondade, humildade, mansidão, paciência. Precisamos desses sentimentos na família e na sociedade para poder conviver como irmãos. Somente com esses sentimentos é que vamos suportar uns aos outros, diz o Apóstolo São Paulo. Sem eles, não suportaremos as fraquezas dos nossos irmãos e irmãs, e estes não suportarão as nossas fraquezas. Esforcemo-nos para seguirmos estas boas recomendações.

O Evangelho nos apresenta a Sagrada Família no caminho doloroso do exílio, em busca de refúgio no Egito. José, Maria e Jesus experimentam a condição dramática dos refugiados, dos perseguidos, marcada por medo, incertezas e necessidades. Isso recorda-nos que Deus, ao enviar seu Filho ao mundo, quis que Jesus se inserisse na comunidade humana de forma natural. Como todos nós, Jesus teve uma pátria, uma cidade, uma família. Uma mãe que o trouxe em seu seio, envolveu-o em panos, acariciou-o em seu colo. Um pai que o protegeu com toda a solicitude, trabalhou para sustentá-lo com o pão de cada dia. Esta família tão simples, tão pobre, tão humilde, exteriormente em nada se distingue das outras famílias. *Mas por que é chamada de Sagrada família?*

Mateus mostra-nos duas virtudes que fazem dessa família, uma FAMÍLIA SAGRADA. A primeira virtude é *“O VERDADEIRO AMOR E A VERDADEIRA SOLIDARIEDADE ENTRE OS SEUS MEMBROS”* (Jesus, Maria e José se amam e se ajudam); a segunda virtude é *“ESCUTAR O QUE DEUS DIZ E O SEGUIMENTO, COM ABSOLUTA CONFIANÇA, PELOS CAMINHOS POR ELE PROPOSTOS;”* Jesus, Maria e José cumprem a vontade de Deus.

Nas nossas famílias, apesar de todas as tribulações, deve existir sempre a harmonia, a estima, o respeito e a gratidão mútuos. Isso é obedecer a vontade de Deus.







Meus irmãos e irmãs, o Servo de Deus Padre Cícero Romão Batista também viveu em uma família que vivia o amor e a obediência a Deus. Esse amor e essa obediência a Deus o fizeram se preocupar com todas as famílias de seu tempo . A preocupação do Padrinho para com as famílias se concretizou pela preocupação em oferecer emprego aos pais e mães de família, pela preocupação em ter uma boa educação para os jovens e principalmente pelos conselhos que ensinavam o respeito entre todos.

Padre Cícero educou as famílias para que fizessem a vontade de Deus: *"QUE AMASSEM UNS AOS OUTROS E SE AJUDASSEM."*

*SEJAMOS FAMÍLIA QUE FAZ A VONTADE DE DEUS, ASSIM TEREMOS AS GRAÇAS NECESSÁRIAS PARA BEM VIVER.