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sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Atleta da Seleção Sub-17 processa Fortaleza após ida a jogo de mototáxi


A atleta do Fortaleza e da Seleção Brasileira de Sub-17, Rebeca Costa, entrou com uma ação judicial contra o clube cearense por danos morais e dívidas trabalhistas. A jogadora pede a rescisão indireta do contrato após o caso ocorrido durante a sexta rodada do Campeonato Brasileiro série A2, onde as esportistas do Tricolor do Pici tiveram que fazer o transporte até a partida em mototáxis na cidade de Alagoas em partida contra a UDA. Em nota, o Fortaleza declarou que cumpriu com todas as obrigações.   


Foto: Divulgação/CBF

Segundo o processo, a equipe nunca recolheu os depósitos do fundo de garantia (FGTS) de Rebeca, da qual são de responsabilidade do empregador.  A partir disso, a atleta pode apresentar um pedido de rescisão de seu contrato de forma indireta conforme previsto  no 2º parágrafo, do art. 31, da Lei 9.615, de 24 de março de 1998.

O advogado da atleta, Rafael Carvalho, solicitou o pagamento de R$ 2 mil reais, fazendo o pedido para que o clube reconheça a rescisão de contrato com a jogadora.  Além disso, a defesa também pediu o pagamento proporcional ao salário até o fim do vínculo do contrato, com uma multa de R$ 20 mil reais por danos morais.    

Sobre o ocorrido, o time se defendeu em nota, ressaltando o cumprimento com todas as obrigações salariais envolvendo os seus atletas. “O Fortaleza Esporte Clube vem, por meio desta, esclarecer que recebe com abalo as acusações da matéria em torno de Rebeca Costa, atleta do Futebol Feminino Sub-20 e profissional. O Clube sempre cumpriu com seus pagamentos, além de demais obrigações que são pagas rigorosamente em dia. Com isso, reforça que não foi procurado para esclarecimentos antes da veiculação da publicação. O Fortaleza é completamente responsável com todas as suas atribuições com a categoria e por qualquer decisão que venha a tomar, incluindo na melhoria de investimentos para todas as atletas que, por sua vez, recebem todo o suporte para a realização de suas atividades. Desde que passou a ser convocada, Rebeca passou a ter conduta não profissional, faltando treinamentos sem apresentar justificativas, forçando uma saída do clube no qual tem contrato e que cumpre com suas obrigações, chegando a simular, através de suporte externo, um pedido de rescisão indireto, no qual o clube provou não possuir nenhuma dívida com a atleta”, afirmou o Tricolor. 

No momento, Rebeca, que é natural de Pindoretama,  atua nas categorias de base do Fortaleza, acumulando passagens na Seleção Brasileira de Sub-17 da qual chegou a ser convocada na última segunda (12) para o mundial da categoria que irá ocorrer no mês de outubro