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sábado, 15 de junho de 2024

Violência contra a pessoa idosa cresce no Brasil de forma alarmante no Brasil


Nos três primeiros meses de 2024 foram registradas 42 mil denúncias de violações contra pessoas com 60 anos de idade ou mais – conforme dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH). No Brasil, a violência contra as pessoas idosas é alarmante e só cresce. São diversos tipos de violência, seja física, psicológica, patrimonial abandono e discriminação. No dia Mundial de Conscientização sobre a Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado neste sábado (15), é preciso fazer um alerta à sociedade para o combate à qualquer forma de violência contra os idosos.

No ano passado houve um aumento de quase 50 mil casos de agressões contra idosos,em comparação com o ano anterior. No período de 2020 a 2023 foram notificadas 408.395 denúncias de violência contra idosos, sendo 21,6% dessas denúncias em 2020, 19,8% em 2021, 23,5% em 2022 e 35,1% em 2023.  Os dados são da pesquisa ‘Denúncias de Violência ao Idoso no Período de 2020 a 2023 na Perspectiva Bioética’, realizada pelas professoras Alessandra Camacho, da Universidade Federal da Fronteira do Sul – Santa Catarina (UFF) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Além da conscientização da sociedade com relação ao tema, é preciso fortalecer as redes de apoio e implementar políticas públicas voltadas à proteção da pessoa idosa.  Um desses mecanismos protetivos é o Estatuto do Idoso (Lei 10.741.2003), que garante aos idosos os direitos fundamentais, como saúde, alimentação, educação, cidadania, liberdade e dignidade.

Apesar da garantia de direitos em lei, ainda há uma distância muito grande entre o que está na legislação e a realidade desses idosos. De acordo com a presidente da Comissão Nacional da Pessoa Idosa do IBDFAM, Maria Luiza Póvoa, não há como proteger o idoso sem considerar sua integralidade, a sua realidade, sua orientação sexual, sua origem, sua etnia e seu gênero. “A interseção entre a violência contra idosos e outras formas de discriminação, como racismo, sexismo e homofobia, complicam ainda mais a eficácia das políticas de proteção.”


Foto: Divulgação/MT