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sexta-feira, 21 de junho de 2024

Policial ameaçou técnica em enfermagem um dia antes de matá-la em estacionamento de hospital em Caucaia, na Grande Fortaleza,



O policial militar Paulo Jefferson Silva Soares, de 30 anos, preso em flagrante por matar a ex-companheira, a técnica em enfermagem Vanessa Karla Santos de Lima, de 29 anos, havia ameaçado a jovem um dia antes do crime no estacionamento de uma maternidade em Caucaia, na Grande Fortaleza, nesta quinta-feira (20).

“Ela já foi agredida por ele. […] Ontem ela foi ameaçada, ele disse que de hoje ela não passava”, falou uma testemunha que terá a identidade preservada.
Segundo familiares, Paulo Jefferson e Vanessa ficaram juntos por cerca de 10 anos. Eles estavam separados a pouco mais de um ano, porém o policial não aceitava o fim do relacionamento e passou a perseguir a ex-mulher, que tinha duas medidas protetivas contra ele. O casal tem uma filha de 7 anos.

“Acho que pelos ciúmes doentio ele já teria descoberto a viagem que ela ia ter hoje à noite. Com certeza ele descobriu, porque por todo canto ele perseguia ela, na academia, no trabalho, todo canto”, relatou um parente da vítima.
Vanessa Karla atuava como técnica de enfermagem na Maternidade Santa Terezinha, no Bairro Jurema, há cerca de dois anos. Ela estava chegando para o plantão na unidade, por volta das 7h, quando foi atacada com vários tiros dentro do próprio carro.

“Há uma quantidade considerável de ferimentos por projéteis de arma de fogo, concentrados principalmente na região do tronco da vítima. No local não encontramos nenhum elemento de munição que caracterize o uso de armamento do tipo pistola ou similar. Contudo, essa hipótese não está descartada”, disse o perito criminal Leão Júnior.

Além da formação técnica, a jovem cursava o nono semestre de enfermagem. Em nota, o Conselho Regional de Enfermagem lamentou o falecimento da técnica.

“Expressamos nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e colegas de enfermagem, e cobraremos que a justiça seja feita, e o culpado seja punido pelos seus atos”, disse o órgão.