Usuarios On-line






sábado, 21 de janeiro de 2023

Ventanias voltam a destruir bananal em Iguatu



O início da semana foi de muito trabalho para produtores de bananas, nas regiões dos distritos de Barro Alto e Gadelha, zona rural de Iguatu, por conta das fortes ventanias que atingiram as localidades, entre elas o sítio Quixoá dos Lopes. Na área de 3 hectares, o produtor Manoel Lopes, que tinha perdido mais de 50% dos pés da variedade pacovan, na terça-feira, 17, no dia seguinte, teve o restante da produção derrubada pelos ventos. “A gente não sabe nem por onde começar. O jeito é cortar os pés caídos, limpar tudo novamente e esperar uma nova produção. Deu para salvar pouco mais de um milheiro”, lamentou o agricultor que tem como principal fonte de renda o plantio da fruta.

Em relação aos prejuízos, Manoel e outros produtores que tiveram áreas atingidas disseram não estimar as perdas que ainda estão contabilizando. “Foram dois dias seguidos de chuva e ventania. O vento muito forte e uma chuva muito rápida. A gente não tem noção de quanto perdeu, mas sei o que tô devendo. Só em umas das dívidas tenho que pagar R$ 600,00 de adubo, mas não sei de onde tirar. A minha renda é da banana”, acrescentou Lopes.

De acordo com levantamento feito com produtores, desde 2013 áreas produtoras nas várzeas do rio Jaguaribe passaram a ser atingidas praticamente todo ano com perdas, prejuízos contínuos para o setor. O produtor Paulo de Tarso Lopes estima que perdeu cerca de 4 hectares. “A gente não tem uma noção do total de área atingida em nossa região. Só quando a gente corta, que a gente tem o tamanho da área atingida.

A gente tem que limpar logo, tirar as folhagens dos pseudocaules de cima dos filhos de banana para que eles não morram, não prestando mais. Aí a gente acaba tendo um prejuízo total. Daqui a 8 meses quando a banana estiver bem cuidada a gente volta a produzir de novo. A gente já estava sem banana, devido aos altos custos, da pandemia, das perdas anteriores. Agora a gente volta a ter prejuízos de novo. Tá difícil!”.

Com informações do Jornal A Praça.