Usuarios On-line






segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Lula chora, fala em Deus e exalta defesa de democracia ao ser diplomado


O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi diplomado nesta segunda-feira (12) pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com um discurso de exaltação à democracia, elogios à firmeza do Judiciário na defesa do processo eleitoral e a promessa de garantir a normalidade institucional depois do fim do governo Jair Bolsonaro (PL).

Chorando, Lula dedicou ao povo brasileiro o diploma de presidente eleito. Citou Deus e disse que fará todos os esforços para cumprir com o compromisso de “fazer o Brasil um país mais desenvolvido e mais justo”.


Foto: Reprodução

“Quero pedir desculpas a vocês pela emoção, porque quem passou o que eu passei nos meus últimos anos, estar aqui agora é a certeza de que Deus existe. Sei o quanto custou, não apenas a mim, mas ao povo brasileiro essa espera para reconquistarmos a democracia nesse país”, disse, antes de começar o ler o discurso previamente preparado para a ocasião.

A declaração foi feita na cerimônia de diplomação no TSE. Lula e o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), receberam os diplomas confirmando que estão aptos a tomar posse, assinados pelo presidente da corte, ministro Alexandre de Moraes.

A palavra “democracia” foi repetida por Lula 22 vezes em seu discurso, sem contar outras referências semelhantes (como “instituições democráticas” e “Estado democrático”).

A cerimônia reforça a vitória eleitoral em meio a atos antidemocráticos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado na tentativa de reeleição.

Lula ainda afirma que vai terminar de definir a composição do primeiro escalão de seu governo nos dias seguintes à diplomação. Os primeiros nomes, como de Fernando Haddad para comandar o Ministério da Fazenda, foram anunciados na sexta-feira (9).

No discurso, Lula disse que “poucas vezes na história recente deste país a democracia esteve tão ameaçada”. Afirmou ainda que a vontade popular foi colocada à prova, e precisou vencer “obstáculos para ser ouvida”.

O presidente diplomado disse que é preciso “tirar uma lição” dos últimos anos. “Para nunca mais esquecermos, para que nunca mais aconteça”.

Ele afirmou que não abre mão da defesa da liberdade de expressão. “Mas defenderemos até o fim o livre acesso à informação de qualidade, sem mentiras e manipulações que levam ao ódio e à violência política.”

Lula também disse que a eleição marcou a disputa de um projeto de reconstrução do país contra o de destruição, “ancorado no poder econômico e na indústria de mentiras e calúnias jamais vista ao longo de nossa história”.

“Os inimigos da democracia lançaram dúvidas sobre as urnas eletrônicas, cuja confiabilidade é reconhecida em todo o mundo”, disse ainda o presidente diplomado.